Juruaia: onde a lingerie virou símbolo do poder feminino
"Com 95% das confecções comandadas por mulheres, Juruaia é referência nacional em empreendedorismo feminino, e a Felinju 2026 reforça esse legado a cada edição"
Na entrada da cidade, uma placa já adianta o que o visitante vai encontrar: "a capital da lingerie", mas Juruaia, no Sul de Minas Gerais, é muito mais do que um polo de confecção. A cidade possui uma das histórias mais expressivas de empreendedorismo feminino do Brasil, construída ponto a ponto, numa máquina de costura de cada vez.
Das mais de 400 confecções instaladas na cidade, 95% são comandadas por mulheres, e são elas que lideram a produção, a gestão e a expansão de um polo que gera cerca de cinco mil empregos e movimenta um faturamento bruto mensal superior a R$ 15 milhões. A força desse empresariado feminino é o que coloca Juruaia no mapa nacional da moda íntima, e é o que faz da Felinju 2026 um evento que vai muito além da vitrine comercial.
O polo começou a se formar em 1992, quando duas empresas iniciaram a produção de lingerie no município. Elas fecharam em menos de dois anos, mas inspiraram o surgimento de outras a partir de ex-funcionárias. Foram essas mulheres, muitas delas vindas das lavouras de café, que apostaram no novo ofício e transformaram a economia local para sempre.
O Arranjo Produtivo Local do vestuário de lingerie movimenta um faturamento bruto mensal de mais de R$ 15 milhões, com produção de cerca de 20 milhões de peças íntimas por ano. Para quem quer entrar nesse mercado, seja como revendedora, sacoleira ou futura empresária, a Felinju é o ponto de partida mais direto que existe.